O Centro de Sismologia da USP registrou no início desta segunda-feira (08/05) um leve tremor no município de Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A atividade geológica alcançou magnitude (mR) de 2,2 na Escala Richter. No dia 23 de abril um tremor de 2,5 mR já havia sido registrado e sentido por alguns moradores da cidade.

No último mês, outros dois municípios paranaenses também registraram tremores de terra considerados ‘pequenos’ ou ‘muito pequenos’ segundo a Escala Richter. No dia 23 de abril, a cidade de Bela Vista do Paraíso, no norte central, registrou uma atividade de 2,2 mR. No dia 16 de abril foi a vez de Londrina: um tremor de magnitude 1,6.

Falha tectônica

Os tremores não são novidade para os moradores de Rio Branco do Sul. O município da região metropolitana está localizado sobre uma falha geológica que propicia eventos de pequeno porte como os registrados nas últimas semanas. Apesar disso, especialistas apontam que não há o que temer.

Pequeno potencial destrutivo

Os terremotos são consequência do movimento das placas tectônicas – os blocos que formam a crosta terrestre. Semirrígidas, elas estão em constante movimento. O encontro das placas ou o ‘encavalamento’ entre elas são os causadores dos terremotos mais destrutivos.

Privilegiado por natureza, o Brasil fica no centro da Placa Sul-americana. Isso significa que o risco de um terremoto de grandes proporções é pequeno: o País está distante do encontro das placas – e, consequentemente, a muitos quilômetros de distância do epicentro dos eventos de maior gravidade.

Escala Richter

A Escala Richter é usada para quantificar a ‘potência’ dos terremotos. A escala vai de zero a 10. Tremores como os registrados no Paraná – com magnitude entre 2 e 2,9 – são considerados “muito pequenos” e geralmente não são sentidos pela população, embora sejam registrados pelos sismógrafos. Em todo o mundo, cerca de 350 mil pequenos tremores (2,0 – 2,9 mR) acontecem por ano.

Tremores com magnitude entre 3 e 3,9 ainda são considerados ‘pequenos’ e raramente causam danos. Geralmente os problemas estruturais começam a surgir a partir de tremores com magnitude 5 (moderedos) ou 6 (fortes) na Escala Richter.

Fonte: Centro de Sismologia da USP

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