O que você faria para ajudar a conservar as florestas?

Um dos grandes desafios científicos atuais, daqueles que inspiram cientistas, unem estudiosos e mobilizam governos, empresários e organizações da sociedade civil, é o combate à mudança do clima. São muitas ideias, uma série de projetos sendo testados e muitas soluções interessantes. Entretanto, a melhor contribuição segue sendo a mais natural e simples de todas: as árvores.

Por meio do sequestro ou captura de carbono, as árvores promovem a redução dos efeitos do gás carbônico na atmosfera. E esse processo é realizado naturalmente, pelo crescimento dos vegetais, por meio da fotossíntese, e pela absorção do oceano e do solo.

Mas as árvores não são essenciais apenas para a nossa atmosfera. Elas têm esse papel também para a nossa biosfera, que é o conjunto de todos os ecossistemas do nosso planeta. Um levantamento publicado pela Revista Nature, envolvendo pesquisadores de vários países, mostrou que a restauração de apenas 30% das áreas prioritárias da Terra sequestraria 49% do aumento total de carbono na atmosfera desde a Revolução Industrial e ainda evitaria a extinção de 71% das espécies ameaçadas atualmente. Uau! As árvores têm mesmo o poder.

E o que nós estamos fazendo?

Nossa Política de Responsabilidade Social e nossos Compromissos de Sustentabilidade convergem para essa descoberta da ciência. O Programa Petrobras Socioambiental, que materializa nossas orientações, refletidas também no Plano Estratégico 2021-25, prevê investimentos voluntários que contribuem para esse esforço de restauração florestal.

São 12 iniciativas patrocinadas na linha de atuação “Clima”, das quais fazem parte oito projetos, voltados para a conservação e recuperação de florestas e áreas naturais, e que iniciaram suas atividades em 2021. Além da contribuição em carbono, estas iniciativas viabilizam a geração de diversos benefícios sociais e ambientais, como conservação da biodiversidade, capacitação de comunidades e geração de renda pelo suporte às cadeias produtivas locais, segurança alimentar, promoção da equidade de gênero, manutenção dos ecossistemas, desenvolvimento de inventários ou levantamentos florestais e constituição de base de dados por localização geográfica.

Distribuídos por vários estados, de São Paulo ao Pará, os projetos selecionados contam com nosso patrocínio para buscar formas inovadoras de contribuir com a conservação das nossas florestas e encontrar soluções na natureza para os diversos desafios socioambientais contemporâneos.

Conheça alguns dos projetos patrocinados no Norte e Nordeste

O projeto “Fogão do Mar”, por exemplo, tem como foco a implementação de fogões ecoeficientes, que contribuem para a redução da poluição do ar e os impactos para a saúde humana associados à queima ineficiente da lenha utilizada na cocção domiciliar e processamento de mariscos e pescados. Além da redução da degradação florestal, cerca de 2.800 famílias serão beneficiadas com a utilização desta tecnologia social na Bahia. Já no Pará, o “Mangues da Amazônia” irá recuperar 12 hectares da cobertura vegetal de manguezais e promover a recuperação e conservação da biodiversidade local, em linha com o Plano Nacional de Conservação dos Manguezais. O projeto se destaca ainda por suas ações de educação ambiental no âmbito da primeira infância e ensino fundamental.

Recuperação da caatinga

Único bioma totalmente brasileiro, a caatinga recebe atenção especial de três projetos. O “Vale Sustentável” atua no enriquecimento da cobertura florestal com espécies nativas em áreas suscetíveis à desertificação no Rio Grande do Norte, recuperando 150 hectares de vegetação. “Florestando o Semiárido” é um projeto que objetiva realizar ações em 12 municípios da Paraíba, com a recuperação de 85 hectares de vegetação e a implementação de tecnologias sociais para a melhoria de recursos hídricos e disponibilização de água. Outro projeto, o “Recupera Caatinga”, em Pernambuco, promoverá a recuperação de 90 hectares nas áreas de 3 comunidades quilombolas, 30 hectares de matas ciliares de riachos e rios e 30 hectares de áreas degradadas.

Projetos no Sudeste e Centro-Oeste

No Rio de Janeiro, o projeto “Sertão Carioca” vai contribuir para a conservação dos recursos naturais de floresta urbana e sua área de amortecimento, que é o trecho de transição no entorno da unidade de conservação do Parque da Pedra Branca, e que serve como um filtro para reduzir impactos negativos externos. O projeto utilizará ainda estratégias de uso e manejo sustentável da biodiversidade que valorizem os conhecimentos tradicionais associados. Já o projeto “Corredor Caipira” atua em cinco municípios de São Paulo e tem por objetivo restaurar 45 hectares e a conexão de paisagens por meio de corredores ecológicos, que são faixas de ecossistemas que promovem a ligação entre fragmentos florestais, importantes por garantir o deslocamento de animais e a dispersão de sementes.

O “Tradição e Futuro na Amazônia” se estende por 12 municípios no Pará e Mato Grosso, em especial as 5 Terras Indígenas Kayapó. O projeto realiza ações de apoio e conservação da biodiversidade local de mais de 11 milhões de hectares da Amazônia e do Cerrado. Atua ainda por meio de ações com foco na capacitação para a geração de renda dos povos indígenas, cuja vulnerabilidade pode ser aumentada pelo baixo poder aquisitivo, trazendo consequências negativas para a sua saúde, cultura e meio ambiente.

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