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História

 Foram mineradores os primeiros povos brancos que penetraram o interior dos sertões de Curitiba.

Quando em 1645-1647 o Governador Geral do Brasil Duarte Corrêa Vasqueanes expediu nomeação a Eleodoro Ebano Pereira, para o cargo de Entabulador e administrador dos Distritos do Sul, já haviam sido descobertas as primeiras minas de ouro em Paranaguá, sendo de presumir-se que já a essa época existissem mineradores explorando as minas do interior. Não há data exata de suas primeiras infiltrações ali.

As duas principais zonas de penetração de garimpeiros e pesquisadores de minas, simultaneamente ou com pequena diferença de tempo, foram as do Vale de Ribeira de Iguape, compreendendo o Ribeirinha e o Açungui, suas principais nascentes.

Os mineradores, a princípio, não tinham parada fixa, viviam errantes e, quando muito, se estabeleciam em arraiais, cuja permanência também era transitória.

Muitos desses arraiais serviam de base a fundação de pequenos povoados que, com o decorrer dos anos e a evolução do povoamento do planalto, se transformaram em vilas e cidades.

A falta de documentação não permite uma afirmativa, mas é quase que foram de dúvida que o atual município de Rio Branco do Sul, tenha sido formado num desses arraiais, formados ao longo de algumas jazidas auríferas, posto que a região em que se circunscreve.

Está toda ela situada nos antigos sertões do Açungui, zona onde se iniciou a busca ao ouro e às pedras preciosas, no Planalto Paranaense.

Uma “Descrição topográfica da Câmara de Paranaguá e Curitiba”, registrada em livro da Câmara Municipal de Curitiba, ao tratar deste município, diz que muito necessitava para a comodidade e aumento da civilização dos moradores tão distantes para o socorro espiritual e boa administração da justiça e mesmo por indicações da Câmara de mais de três freguesias e uma capelinha.

A primeira ao norte da mesma, no sertão do Açungui, onde já está uma ermida de Nossa Senhora da Piedade e um capelão pago pela Fazenda Nacional ou em outro sítio qualquer do mesmo bairro em que se achassem melhores proporções, cuja freguesia deveria ter por limites eclesiásticos o Rio de pombas, compreendendo os bairros de Itaperuçu, Rocinha e, os do Açungui, até a Ribeirinha.

A primitiva povoação era de Nossa Senhora do Amparo, onde em 1790, o então vigário de Curitiba, o Santo Catequista Padre Francisco das Chagas Lima, benzeu um terreno para servir de cemitério.

Em 1825 o Vigário Padre Antônio Teixeira Camello, em informação prestada ao prelado de São Paulo, expressava a importância da criação da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo, não só para a utilidade de seu povo, um número insuficiente para receber os Sacramentos, como para o aproveitamento do terreno fértil, com plantações de cana-de-açúcar, arroz, e todas as demais culturas próprias aos terrenos da marinha, podendo-se ainda, ali levantar fábricas de linho e algodão, citando as minas de ouro que existiam todas as regiões.

Apesar do caloroso apelo do Padre Antônio Teixeira Camello, o Bispo de São Paulo e o governo da Província do Paraná não atenderam ao pedido do povo da localidade.

Em 1831, a capela de Nossa Senhora do Amparo do Votuverava tinha como capelão o Padre João Camargo,em 1834 já gozava do predicamento de curato. Depois da instalação da província do Paraná é que se deu a criação da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo de Votuverava ato que se deu em virtude da Lei Provincial n° 30 de 04 de abril de 1855. A sede da Freguesia foi transferida em 1861 para os terrenos doados por Domingos Costa, conforme Lei n°67, de 23 de maio do mesmo ano, sendo que em 1871 novamente voltou a primitiva povoação.

É que pela Lei Provincial n° 255, de 16 de março de 1871, antiga freguesia de Nossa Senhora do Amparo foi elevada a categoria de Município desmembrado de Curitiba, com a denominação de ‘VOTUVERAVA’, tendo em vista, a sua sede ter recebido o nome de Vila.

Mais tarde houve nova transferência da sede, pois a atual cidade de Rio Branco do Sul está situada no local onde existiu antiquíssimo estabelecimento definitivo da freguesia, depois Vila de Votuverava, andou pairando pelos arraiais de outrora, mais tarde transformadas em bairros, como os denominavam os antigos habitantes dos sertões de Curitiba.

Essa mudança de sede foi efetuada em virtude da Lei Estadual no 733, de 21 de fevereiro de 1908, data em que pela primeira vez Votuverava passou a denominar-se “Vila Rio Branco”.

No ensejo das solenidades de transferência da sede municipal, lavrou-se uma ata, que é um documento histórico de real significado para a vida de Rio Branco do Sul.

A denominação de Vila de Rio Branco, com que batizou o antigo arraial de Votuverava, constitui uma homenagem ao Barão do Rio Branco, a quem a Câmara Municipal fez a comunicação de praxe.

Pelo decreto-lei Estadual n° 7573 de 20 de outubro de 1938, foi extinto o município de Rio Branco, passando o seu território a integrar o município de Cerro Azul, na qualidade de simples distrito de Cerro Azul, em decorrência do Decreto-lei Estadual n° 199, de 30 de dezembro de 1943, voltou a denominar-se Votuverava.

No ano de 1947, por força da Lei Estadual n° 02 de 10 de outubro, voltou mais uma vez à categoria de Município, com a denominação de Rio Branco do Sul, realizando-se a sua instalação no dia imediato ao de sua restauração como unidade municipal autônoma, portanto dia 11 de outubro de 1947.

Rio Branco do Sul é uma cidade do Estado do Paraná, situada na zona fisiográfica do Planalto de Curitiba, limitando-se ao norte com o município de Cerro Azul e Castro, a oeste com Itaperuçu que foi desmembrado deste município, ao sul com os municípios de Almirante Tamandaré e Colombo e a Leste com Bocaiúva do Sul.

Sua população é de aproximadamente 33.142 habitantes sendo 23.318 da zona urbana e de 9.824 na zona rural.

Possui uma área de 816,712 km², altitude de 892 m.

Clima: Temperado, fresco e agradável nas estações de primavera de verão, frio e úmido no outono e inverno, quando se observam geadas frequentes.

Relevo: O território do município é cortado por diversas serras, destacando-se a do Bromado, Vuturuvu, Santana, Bocaina e Bacaetava. O Morro Mussunguê, um dos mais altos do centro do município com 1.190 metros também serve como limite entre os municípios de Rio Branco do Sul e Itaperuçu, pois a delimitação passa horizontalmente no centro do morro, temos também o Morro da Lorena com 1280 m. Rio Branco do Sul, é um município montanhoso, cortado por diversas serras.

Hidrografia: Entre os cursos d’água destacam-se o rio Ribeira, Açungui e Piedade.

Vegetação: Capoeira, mato nativo e campo sujo.

Solo: É um dos mais ricos do estado, encontrando-se minerais como mármore, ferro, chumbo, cal, calcário, granito, cobre e outros.

 

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